PF fecha Hangar em MT que era usado por ‘Pablo Escobar brasileiro’

PF fecha Hangar em MT que era usado por ‘Pablo Escobar brasileiro’

Conhecido como “Pablo Escobar brasileiro”, o ex-major da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Sérgio Roberto de Carvalho, era líder da quadrilha de tráfico internacional de drogas alvo das Operações Catrapo e The Fallen. As ações policiais foram deflagradas na manhã desta quarta-feira (6) em 10 estados.

O traficante foi preso em 21 de junho, na Hungria. Ele era procurado há 2 anos e foi detido por agentes na Interpol, em um bar de Budapeste, capital do país europeu. Policiais de Portugal e brasileiros ajudaram na prisão.

O nome do ex- major é ligado à apreensão de 580 kg de cocaína em Portugal. O carregamento estava em um avião privado que tinha saído do Brasil.

Nos anos em que ficou foragido, o traficante usava nome falso e morava na Espanha. Em 2020, ele chegou a ser preso com drogas em um barco, mas pagou fiança e foi solto. Ele usava identidade de Paul Wouter.

Conforme divulgado pela Polícia Federal, o grupo criminoso praticava tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e contrabando. A organização criminosa se utilizava de aviões para transportar a cocaína adquirida no Peru e na Bolívia para a Europa, utilizando o estado do Mato Grosso como entreposto. Um deles era em Poconé (104 km ao Norte).

Em Mato Grosso, a Operação Catrapo abrangeu as cidades de Poconé, Cuiabá, Várzea Grande e Aripuanã.

Durante as investigações, foi identificado que a organização criminosa se utilizava de aviões para transportar a cocaína adquirida no Peru e na Bolívia para a Europa, utilizando o estado do Mato Grosso como entreposto. A Polícia Federal interceptou duas toneladas de cocaína e identificou R$ 40 milhões em patrimônio durante a apuração.

Operação The Fallen
Já a Operação The Fallen cumpre 21 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal em Pernambuco, nos estados de Pernambuco, São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Bahia.

As investigações tiveram início em 2020, após a importação suspeita de peças de aeronaves portuguesas por uma empresa de Recife/PE, que as introduziu no Brasil pelo porto de Itajaí/SC. Após apurações conjuntas entre a PF, a Receita Federal e a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), foi constatado um esquema de contrabando de peças de aeronaves para o país para a utilização por narcotraficantes em atuação na fronteira.

Apura-se, ainda, a estratégia de lavagem de dinheiro montada pelo grupo criminoso, que se utilizava de empresas de fachada para movimentar valores no território nacional. Além disso, eram usadas empresas com sede no exterior para viabilizar a compra de aeronaves fora do Brasil, as quais serviam à organização criminosa investigada e também eram cedidas para outros grupos criminosos. ( Com informações da assessoria).

Fonte: Redação MT.